[youtube https://www.youtube.com/watch?v=f-PBDqAiB7g?autoplay=1&w=580&h=385]
Adoraria conhecer o autor deste texto que circula pela internet. Poucos conseguiram traduzir tão bem a alma do velejador. Nossos barcos são muito mais do que casas ou veículos. Veleiros preenchem um . . .

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26 COMENTÁRIOS

  1. Olá, Adriano e Aline. Que prazer poder assistir aos vídeos fantásticos de vocês! Vi todos e já sorri, me inspirei, já chorei (muito). Quantas histórias, quantas pessoas maravilhosas! Não tem preço o que vocês estão fazendo! Compartilhando, incentivando…
    Espero que saibam que vocês fazem um bem enorme pra muita gente, que como eu, um dia ainda vai ter seu próprio barco.
    Desejo do fundo do coração um dia conhecer vocês pessoalmente (não sei como, mas sei que vou).

    Lembra o que você disse ter sentido antes de entrevistar o Amir? Senti o mesmo quando pude finalmente apertar a mão dele numa palestra que ele ministrou aqui em Rio Verde, interior de Goiás – que aliás é onde moro. Bem no coração do Brasil, e muito longe do mar.

    Permitam conta a breve história de como fui mortalmente contaminado por este desejo de viver abordo. Aconteceu a mais ou menos uns quinze anos numa viagem. Eu estava sentado num cais qualquer, pés n'água, pensando no sentido da vida quando vi passar, bem ali na minha frente, um lindo veleirinho de 21 pés. Não sei por que, mas aquele pequeno barquino me chamou a atenção. Fiquei acompanhando… Veio devagar, calma e silenciosamente, aportar momentos depois bem próximo de onde eu estava. Puxei conversa com o comandante que gentilmente me permitiu subir a bordo. Me encantei com o espaço interno, não tinha a menor noção de nada daquele mundo. A conversa durou horas, cheia de termos náuticos que mais parecem uma outra língua. Eu ouvia aquilo e pensava "é isso que quero fazer". Naquele dia, admirado com a "casinha" flutuante que podia ser levada a praticamente qualquer lugar, voltei pra minha rotina sabendo o que queria fazer para o resto da minha vida. Eu teria um dia um barco (não sei como, mas teria)! Desde então tenho "devorado" tudo sobre o assunto. Até aprendi a voar, me tornei piloto de para-pente (foi a forma que encontrei de estudar os ventos e de alguma forma "velejar").

    Muitos anos se passaram, e como não disponho de muitos recursos, tive que vender as minhas "asas" pra poder casar. Mais algum tempo e tivemos um filho, o Pedro, que hoje está com sete anos. Eu já tinha engavetado o sonho… embora, de vez em quando, nas madrugadas insones, assistia a um canal o outro de navegadores. Até que um dia encontrei o Hashtag SAL. O seu canal é o meu preferido. O melhor! Cada vídeo melhor que o outro, cada pessoa ou casal mais interessante que o anterior. E os poemas?!… Você escreve muito bem e constrói com maestria os seus roteiros. e Edita muito bem os seus vídeos. Meus sinceros parabéns!

    Voltando a mim… Por muitos anos trabalhei numa emissora de televisão, como repórter cinematográfico, editor, produtor comercial, até que montei uma produtora de vídeo, depois de um tempo cuidei por anos do departamento de marketing de uma universidade aqui da cidade. Hoje, aos 45 anos, trabalho como instrutor do Senac ensinando desenho técnico, informática, fotografia, design gráfico, edição e pós-produção audiovisual. Minha esposa é professora de inglês e maquiadora profissional. Quando nos casamos, em 2006 ela sabia desse meu grande sonho, de que um dia moraríamos num veleiro. Compartilha comigo desse grande sonho, embora morra de medo de viver enjoada.

    Uma grande dificuldade que sinto aqui, na região onde moro, é que nos finais de semana, ninguém veleja. Não existe isso aqui. Todos vão pra "roça", pra chácara, sítio ou fazenda. Não há nenhum tipo de cultura náutica (Literalmente me sinto um peixe fora d'água). Os poucos amigos a quem contei do meu maior desejo, me olham como se eu fosse meio louco, um lunático, um sonhador. Me sinto desconfortável em compartilhar um dos maiores anseios da minha vida com alguém daqui, Não há com quem conversar sobre isso.

    O meu plano era criar o Pedro, aposentar, vender tudo comprar um barco e ir pro mar. Mas depois de ver os seus vídeos com tantas famílias e seus filhos pequenos vivendo abordo, comecei a pensar que estava errado excluir o meu filho deste sonho. Esperar ele crescer para só depois ir velejar não seria a melhor coisa a fazer. Então tenho passados muitas e muitas noites em claro tentando encontrar uma solução… E assim passei o natal, o ano novo…

    Será que eu deveria vender um terreno que disponho e comprar um barco? Será que deveria me mudar para Floripa ou Porto Alegre e ir me habituando? Como deixar pais já idosos? como largar tudo e ir de encontro a aquilo que sei é o que quero fazer pro resto da minha vida? Tantas dúvidas!!!

    Depois de ver alguns vídeos, comecei a pensar em , de alguma forma, ir morar em Tapes. Gostei do lugar! Cidade pequena, próxima de Porto Alegre. Aluguel barato, custo baixo de vida e de manutenção pra um barco… Estou estudando um meio de ir pra lá. Depois adquirir um pequeno veleiro, 21 ou 23 pés e ir aprendendo a velejar. Velejar com o Emílio! conversar com o Jan Ludwig. E quando me sentir mais seguro, trocar por um veleiro de 28 pés e finalmente soltar as amarras (Bom, acho que isso já se assemelha a um plano).

    Mas por hora, resta apenas a certeza, meus amigos, de que um dia vamos nos encontrar. Espero que faça algum sorteio de visita ao veleiro balanço e que, de alguma forma, eu e minha família possamos ir ver vocês. Até lá… Eu quero te agradecer: Muito obrigado, meus amigos. Obrigado mesmo. Por tudo!

    Decidi escrever porque reconheci em vocês amigos que nem sabem o quanto são importantes. Vocês estão presentes em todas as minhas orações. Deus lhes abençoe sempre!

    Bons ventos, uma vida longa e feliz.

    Seu amigos, Pedro, Carol e Neyton.

    .

  2. Eu não podia deixar de fazer outra postagem no primeiro dia do ano escrevendo como tenho gostado dos últimos episódios do #sal . Essa sequência de vídeos com veleiros pequenos fazendo feitos extraordinários está ótima. Gostaria de sugerir que se for oportuno , que fosse abordado os vários tipos de quilhas, com as vantagens e problemas. Um forte abraço e um 2019 com muito vento, sal, e churrasco.